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Artigos (841)
- Por um início de carreira de investigação digno na UC: Carta Aberta recolhe Assinaturas
O núcleo de Coimbra da Associação de Bolseiros de Investigação Científica encontra-se a recolher assinaturas para uma Carta Aberta que defende um início de carreira digno na investigação científica na Universidade de Coimbra (UC). O documento será depois entregue à Reitoria e ao Conselho Geral da instituição. A Carta resulta da discussão que decorreu no plenário de 30 de janeiro, e que contou com a participação de diversos bolseiros de investigação inscritos em cursos da Universidade de Coimbra. O documento visa, assim, expor as preocupações levantadas durante o encontro e apelar à tomada de medidas concretas para melhorar as condições dos doutorandos e bolseiros de investigação, enquanto pilares da investigação científica de excelência produzida na UC. Das preocupações levantadas, fazem parte a desigualdade na gestão dos programas doutorais, a disparidade na atribuição de espaços físicos de trabalho (com relatos de casos de doutorandos sem sequer uma secretária atribuída onde possam utilizar o seu computador pessoal para o trabalho de pesquisa), a precariedade perpetrada pela UC e ainda os cursos não conferentes de grau sem programa curricular que constituem uma forma de contornar a contratação. Tudo isto leva a que investigadores sintam uma grande desmotivação e falta de reconhecimento da parte da própria Universidade. Trata-se, pois, de situações inadmissíveis numa instituição com o prestígio e responsabilidade pública da UC. O núcleo de Coimbra da ABIC convida toda a comunidade académica a associar-se a este apelo por uma adoção de medidas concretas para assegurar a equidade na gestão dos programas doutorais, a transparência na utilização dos fundos e a dignificação das condições de trabalho de investigadores em início de carreira, bem como a valorização dos/as profissionais, substituindo a abertura de concursos de bolsas para projetos de investigação feitos na UC por contratos de trabalho. A recolha de assinaturas decorre até maio e pode ser feita online, através da ligação https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf6AWzaN1CKPhN9JNE_iHMqx4287A5JiquEkoRIVcWRInZExA/viewform?pli=1&pli=1 Esta carta aberta em apenas três semanas de recolha conta já com 150 assinaturas. A entrega da carta aberta à Reitoria e Conselho Geral está prevista, com manifestação na Porta Férrea, para o dia 16 de maio, sexta-feira, pelas 11h30 . Para este momento, o núcleo da ABIC convida igualmente toda a comunidade a marcar presença.
- O que os rankings escondem e a luta dos professores procura
Por Mário Nogueira , Secretário-Geral da FENPROF e Presidente da Mesa da Assembleia Geral do SPRC Imagem: freepik Pelo 25.º ano consecutivo são publicados rankings de escolas que darão lugar a um surto de propaganda sobre as “boas” e a apreciações catastróficas sobre as “más”. Dirão que as “boas” são privadas e as “más” públicas. Para credibilizar a catalogação, dir-se-á ter sido considerada a origem socioeconómica dos alunos, apesar de o ministério apenas divulgar a dos que frequentam escolas públicas. Os rankings dificultam o trabalho das escolas , especialmente das situadas em zonas de maior complexidade social, que surgem como as piores, discriminando e desmoralizando alunos, professores e famílias, em vez de estimular. Esta catalogação é injusta , face ao trabalho desenvolvido pelas comunidades educativas, confundindo e distorcendo a realidade. Em 2004, o Centro de Investigação das Políticas do Ensino Superior, da Fundação das Universidades Portuguesas (CIPES), no estudo “Um Olhar sobre os Rankings”, considerou-os “ calamidade pública ”. Em 2005, na apresentação da investigação realizada no âmbito do Programa AVES (Avaliação de Escolas com Ensino Secundário), os rankings foram considerados a imagem mais " liofilizada e ignorante " que se pode ter sobre o que é uma escola. Nos rankings comparam-se médias que, nas escolas públicas, nunca serão iguais ou superiores às dos colégios, pois aquelas não excluem ninguém, antes tentam incluir todos os alunos. O sucesso de muitos não é obter nota para aceder ao Ensino Superior, mas concluir a escolaridade obrigatória. Alcançado, esse também é o sucesso da escola. Há exemplos que confirmam a perversão dos rankings: a Secundária Alves Martins, em Viseu, em 2024, foi a que teve mais alunos (548) com 20 valores nos exames; a segunda foi a Secundária Carlos Amarante, em Braga (523). Ambas públicas, tendo ficado, respetivamente, em 47.º e 124.º no ranking da Renascença e em 71.º e 168.º lugar no de outros órgãos de comunicação social. Confirmando que os rankings escondem muita informação importante , um estudo, de 2019, da Universidade do Porto, envolvendo alunos oriundos de 64 escolas, concluiu que os das públicas tinham mais sucesso no Ensino Superior . Em 2022, a Universidade Complutense de Madrid concluiu que os alunos provenientes de escolas públicas tinham uma taxa de sucesso superior em 63% aos dos colégios privados . Isto não significa que os professores são melhores num setor do que noutro, mas, dadas as caraterísticas e a natureza de cada setor, o trabalho nas escolas públicas é bastante mais exigente. A integração de todos os alunos em ambientes inclusivos, mesmo com falta de recursos importantes, não tem afetado os resultados escolares . Pelo contrário, são incomparavelmente melhores do que há 18 anos . A melhoria dos resultados foi de sentido inverso à do investimento em Educação , o que confirma que, apesar das desajustadas políticas e da falta de investimento, os profissionais, os alunos e as famílias, superando-se, têm feito a diferença. Entre 2007 e 2024, as verbas para a Educação aumentaram 16,9%; nesse período a inflação foi de 32,65%. Em 2007 representavam 3,41% do PIB e em 2024 apenas 2,45%, menos de metade dos 6% recomendados por organizações internacionais como a UNESCO, UNICEF, OIT ou Internacional de Educação. Apesar do subfinanciamento, das escolas saiu a geração de jovens mais qualificada de sempre : mais pessoas com o secundário, mais no ensino superior, mais licenciados, mais mestres e doutorados. O que não há são melhores salários , mais estabilidade no emprego e menos desemprego. Portugal é o 4.º país europeu com a taxa mais elevada de desemprego jovem, sendo na ordem dos 30% os que emigram. Comparando o número de crianças/alunos de 2007 , na Educação Pré-Escolar e nos Ensinos Básico e Secundário, com os de hoje, há uma redução de 9% ; nesse período, o decréscimo de docentes atingiu 14% . Apesar do subfinanciamento e de o número de docentes ter sofrido maior redução, face ao de estudantes, os resultados são muito positivos : o abandono escolar precoce baixou de 36,5% para 8,1%; a taxa de retenção no Ensino Básico de 4%, para 1,8%; no Ensino Secundário foi de 24,8% para 8,6%; o número de estudantes no Ensino Superior aumentou em 15,6%. Também há melhoria nos resultados obtidos na discutível avaliação PISA entre 2006 e 2022 (última realizada). Na leitura passou de 75,1% para 76,9%; na matemática de 69,1% para 70,3%; nas ciências de 75,5% para 79,2%. É, pois, difamatório o discurso detrator da escola , designadamente da Escola Pública, do atual estado da Educação e dos seus profissionais, insinuando que passam o tempo em lutas para melhorar a situação profissional, com prejuízo das aprendizagens dos alunos. Lutam, é verdade, e desde 2007 houve momentos elevadíssimos de luta , todos com resultados positivos. Em 2008 foram as primeiras grandes manifestações, com mais de cem mil docentes, de que resultou o fim da divisão da carreira em categorias; em 2013 foi a prolongada greve às avaliações finais que terminou com o governo a não transferir mais de cinco mil docentes para a “requalificação”, antecâmara do desemprego; em 2023 foram as maiores greves e manifestações de sempre, inicialmente de âmbito distrital, culminando, em 11 de fevereiro, com a maior manifestação nacional de professores realizada em Portugal, levando à recuperação do tempo de serviço. Houve outras lutas não menos importantes, mas os docentes nunca se despersonalizaram e cumpriram zelosa e escrupulosamente a sua função educadora e formadora . Esse foi e continuará a ser o grande exemplo dos professores portugueses. A sua luta é e será sempre por melhor escola, melhor educação e gerações de jovens melhor qualificadas, tornando-a uma luta de toda a sociedade. Uma luta que deve continuar , pois a desvalorização da profissão levou quinze mil jovens a abandoná-la , só nos últimos seis anos. Entre 2010, antes da "troika", e 2025, o salário a meio da carreira (5.º escalão) cresceu 10,3% e o do topo 4,5%. Nestes 15 anos, a inflação foi de 31,51%, mas a quebra foi superior, devido à perda de tempo de serviço, a par da degradação das condições de trabalho. As referências temporais deste artigo são de um período em que coordenei a FENPROF , a mais representativa organização sindical de docentes. Uma organização que lutou pelos direitos dos profissionais, mas com os olhos postos na melhoria das aprendizagens dos alunos, sabendo que uma e outra coisa são indissociáveis. Assim continuará a ser, pois a FENPROF não é uma organização corporativa; é e será sempre solidária, sabendo que a educação é fator determinante de progresso e desenvolvimento das sociedades . (Opinião do autor publicada em 4 de maio de 2025 | Rádio Renascença on-line ) Posição da FENPROF sobre os Rankings #ranking #fenprof #sprc #avaliação
- 5 DE ABRIL | MANIFESTAÇÃO NACIONAL | Coimbra - 10:30
MAIS SALÁRIO E MELHORES PENSÕES DEFENDER OS SERVIÇOS PÚBLICOS E AS FUNÇÕES SOCIAIS DO ESTADO BASTA DE EXPLORAÇÃO, INJUSTIÇAS E DESIGUALDADES COIMBRA • AVª FERNÃO MAGALHÃES (Concentração junto ao Centro de Saúde) • 10H30 Os trabalhadores e os reformados enfrentam graves dificuldades no seu dia a dia, as desigualdades acentuam-se, é enorme o fosso entre a larga maioria, que luta diariamente para pagar as contas, a renda ou a prestação ao banco e alimentação, enquanto a escandalosa acumulação de lucro, por parte do capital, aumenta. INSCRIÇÃO NO TRANSPORTE PARA COIMBRA (CLICA AQUI) [ Os locais e horários indicados podem ser alterados , sendo que, de tal, caso venha a ocorrer, os inscritos receberão informação]. O caminho nos tempos mais próximos, só se fará de forma justa e com a garantia de uma vida melhor para todos os que vivem e trabalham no país, com a valorização do trabalho e dos trabalhadores. Para isto, a luta dos trabalhadores é fundamental para construir uma outra política, que tenha os valores de Abril e a Constituição da República Portuguesa como alavancas para o futuro. É URGENTE MUDAR DE RUMO - DIA 5 DE ABRIL – MANIFESTAÇÃO NACIONAL A solução dos problemas, a defesa dos direitos e a melhoria das condições de vida não podem ficar à espera, exigimos a distribuição da riqueza criada por aqueles que a produzem com o seu trabalho e por todos os que passaram uma vida a trabalhar.
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- Informação, do IGEFE - 16 de Abril
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- Resolução do Conselho de Ministros n.º 82/2018, de 19 de Junho
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- Saudação do Conselho Nacional da FENPROF às Mulheres Trabalhadoras
c7cde2b1-1c97-4369-a176-8716101b06d6 Up Igualdade de género Publicado a 10 de dezembro de 2021 Saudação do Conselho Nacional da FENPROF às Mulheres Trabalhadoras Neste ano, em que se comemoram 110 anos do 8 de Março - Dia Internacional da Mulher - a FENPROF saúda todas as mulheres, em geral, e as docentes, em particular, encarando a luta pela igualdade e o combate à discriminação como uma luta de todos os dias, integrada na acção sindical geral, pela valorização do trabalho, dos docentes, dos seus salários, da sua carreira, da recuperação de todo o tempo de serviço congelado, dos horários, dos direitos, das liberdades e garantias; pela conciliação da vida profissional com a vida pessoal e familiar; pela eliminação da precariedade, bem como de todas as formas de violência, assédio e discriminação, que afectam, de forma particular, as mulheres. Saudação às Mulheres Trabalhadoras Esta luta está longe de estar concluída. Tem de prosseguir! Portugal é o quarto país da União Europeia onde se trabalha mais horas por semana; onde se continua a ter as mais baixas taxas de natalidade da União Europeia; onde a precariedade entre as jovens menores de 25 anos atinge os 65%; onde as mulheres recebem, em média, salários base 14,5% mais baixos do que os dos homens em tarefas profissionais iguais ou de igual valor; onde 16,5% da população, ao longo da sua vida profissional vive, ou já viveu, uma situação de assédio por parte das chefias, o que também atinge maioritariamente as mulheres. O Conselho Nacional da FENPROF, reunido nos dias 6 e 7 de Março de 2020, aprovou uma saudação à Semana da Igualdade , promovida pela CGTP-IN, sob o lema “ Emprego de Qualidade – Viver e Lutar pela Igualdade ” , para dar visibilidade a esta realidade e para assinalar o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, bem como as mulheres e os homens que a concretizaram, durante a qual a FENPROF e os seus sindicatos organizaram diversas iniciativas próprias, nas Escolas, tendo, também, participado em acções de rua dinamizadas pelas Uniões, e tendo perspectivadas outras actividades, neste âmbito, para além desta semana. A luta pela igualdade entre mulheres e homens é uma luta de todas e de todos e de todos os dias.