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Distorção dos salários desvaloriza administração pública e provoca emigração de trabalhadores mais qualificados

Eugénio Rosa, economista, num estudo recentemente divulgado, pronuncia-se sobre a distorção dos salários em Portugal, apresentando esse facto como uma das “causas da fuga de trabalhadores mais qualificados para o estrangeiro e da destruição da administração pública. É, também, um obstáculo ao crescimento e ao desenvolvimento do país”.

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Para Eugénio Rosa, essa distorção é um “obstáculo ao crescimento e ao desenvolvimento do país”. Neste importante trabalho, revela, utilizando dados oficiais, que, entre 2015 e 2022, o salário médio nacional aumentará apenas 10,1% (96,00 €) enquanto o salário mínimo nacional subirá 39,6% (+200,00 €), o que está a determinar que o salário mínimo nacional represente uma proporção cada vez maior do salário médio (67,30 % em 2020). Este facto está a transformar Portugal num país de salários mínimos, pois um número cada vez maior de trabalhadores recebe apenas aquele salário. Isto tem consequências dramáticas para o país, pois está a determinar que os trabalhadores mais qualificados emigrem à procura de remunerações e condições de trabalho mais dignas.

O economista refere, ainda, que “esta crescente distorção de salários cria grandes obstáculos ao crescimento económico e desenvolvimento do país, pois sem trabalhadores altamente qualificados e grandes competências isso não será possível”. Aponta, por isso, o dedo ao governo e a partidos políticos que, segundo refere, “pouca atenção têm dado a esta questão, como mostrou o debate da proposta do OE2022 em que a questão salarial mais importante, que ocupou tempo e preocupações, foi o salário mínimo nacional”. [ler estudo]

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