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GREVE DEIXOU CLARA A OPOSIÇÃO E A LUTA CONTRA O EMBARGO À RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS

𝗔 𝗽𝗮𝗻𝗱𝗲𝗺𝗶𝗮 𝗻ã𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗱𝗲𝘀𝗰𝘂𝗹𝗽𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘀𝘂𝘀𝗽𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼𝘀. 𝗢 𝗠𝗘 𝘁𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝘂𝗺𝗽𝗿𝗶𝗿 𝗮 𝗹𝗲𝗶 𝗲 𝗻𝗲𝗴𝗼𝗰𝗶𝗮𝗿.

A situação pandémica que vivemos está a ser usada, indevidamente, para suspender direitos e recusar a negociação para resolver os problemas que, há muito, afligem os professores.

Nós não estamos com a atividade suspensa. Estamos nas escolas, fechados em salas de aula com 20, 24 ou muito mais alunos, durante horas seguidas e sem o distanciamento físico exigido por todas as normas de segurança para todos os locais, incluindo a circulação em espaços abertos. Aliás, para que as escolas se mantenham abertas, sem qualquer acréscimo de custo, a regra do distanciamento físico foi grosseiramente descartada.

Estamos, então, nas escolas, a cumprir – zelosamente – o nosso dever profissional, apesar de nos terem sido negadas todas as condições de segurança sanitária que esta pandemia exige. Merecemos, por isso, um outro respeito. Merecemos e exigimos que sejam abertos processos negociais com vista a resolver es te problema e outros tão antigos e tão fundamentais como:

- Um 𝗿𝗲𝗴𝗶𝗺𝗲 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗰í𝗳𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗮𝗽𝗼𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮çã𝗼 𝗮𝗼𝘀 𝟯𝟲 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼, 𝗮 𝗶𝗺𝗲𝗱𝗶𝗮𝘁𝗮 𝗽𝗼𝘀𝘀𝗶𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗮𝗽𝗼𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮çã𝗼 𝘀𝗲𝗺 𝗽𝗲𝗻𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮çõ𝗲𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼𝘀 𝗱𝗼𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝟰𝟬 𝗼𝘂 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗰𝗼𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗲 𝗮 𝗮𝗽𝗹𝗶𝗰𝗮çã𝗼 𝗱𝗲 𝘂𝗺 𝗿𝗲𝗴𝗶𝗺𝗲 𝗱𝗲 𝗽𝗿é-𝗿𝗲𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗮𝗼𝘀 𝗱𝗼𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗻𝗼𝗿𝗺𝗮𝘀 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗰í𝗳𝗶𝗰𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗮𝗽𝗹𝗶𝗰𝗮çã𝗼 𝘂𝗻𝗶𝘃𝗲𝗿𝘀𝗮𝗹, que impeçam o tratamento discricionário dos que por ele optem. 𝘌𝘴𝘵𝘢𝘴 𝘮𝘦𝘥𝘪𝘥𝘢𝘴 𝘱𝘦𝘳𝘮𝘪𝘵𝘪𝘳𝘪𝘢𝘮 𝘰 𝘵ã𝘰 𝘯𝘦𝘤𝘦𝘴𝘴á𝘳𝘪𝘰 𝘳𝘦𝘫𝘶𝘷𝘦𝘯𝘦𝘴𝘤𝘪𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰 𝘥𝘰 𝘤𝘰𝘳𝘱𝘰 𝘥𝘰𝘤𝘦𝘯𝘵𝘦.

- O 𝗱𝗲𝘀𝗱𝗼𝗯𝗿𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝘁𝘂𝗿𝗺𝗮𝘀 𝗲 𝗮 𝗿𝗲𝗱𝘂çã𝗼 𝗱𝗼 𝗻ú𝗺𝗲𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗮𝗹𝘂𝗻𝗼𝘀 𝗽𝗼𝗿 𝘁𝘂𝗿𝗺𝗮. 𝘌𝘴𝘵𝘢 𝘮𝘦𝘥𝘪𝘥𝘢 𝘱𝘦𝘳𝘮𝘪𝘵𝘪𝘳𝘪𝘢 𝘢𝘶𝘮𝘦𝘯𝘵𝘢𝘳 𝘰 𝘵𝘦𝘮𝘱𝘰 𝘥𝘦 𝘢𝘱𝘰𝘪𝘰 𝘪𝘯𝘥𝘪𝘷𝘪𝘥𝘶𝘢𝘭𝘪𝘻𝘢𝘥𝘰 𝘥𝘪𝘴𝘱𝘰𝘯í𝘷𝘦𝘭, 𝘮𝘦𝘭𝘩𝘰𝘳𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘢𝘴 𝘤𝘰𝘯𝘥𝘪çõ𝘦𝘴 𝘥𝘦 𝘢𝘱𝘳𝘦𝘯𝘥𝘪𝘻𝘢𝘨𝘦𝘮, 𝘦 𝘨𝘢𝘳𝘢𝘯𝘵𝘪𝘳 𝘶𝘮 𝘥𝘪𝘴𝘵𝘢𝘯𝘤𝘪𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰 𝘧í𝘴𝘪𝘤𝘰 que efetivamente reduzisse as possibilidades de contágio do novo coronavírus.

- 𝗛𝗼𝗿á𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗹𝗲𝘁𝗶𝘃𝗼𝘀 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗿𝗲𝗱𝘂𝘇𝗶𝗱𝗼𝘀, o respeito efetivo pela componente de trabalho individual, não a invadindo com tarefas que dizem respeito à componente não letiva de estabelecimento, e a redução progressiva da componente letiva, para os docentes de todos os níveis de ensino. 𝘌𝘴𝘵𝘢𝘴 𝘮𝘦𝘥𝘪𝘥𝘢𝘴 𝘱𝘦𝘳𝘮𝘪𝘵𝘪𝘳𝘪𝘢𝘮 𝘳𝘦𝘥𝘶𝘻𝘪𝘳 𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘨𝘢𝘴𝘵𝘦 𝘢 𝘲𝘶𝘦 𝘰𝘴 𝘥𝘰𝘤𝘦𝘯𝘵𝘦𝘴, 𝘤𝘰𝘮𝘱𝘳𝘰𝘷𝘢𝘥𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦, 𝘦𝘴𝘵ã𝘰 𝘴𝘶𝘫𝘦𝘪𝘵𝘰𝘴.

- 𝗔 𝗿𝗲𝗰𝘂𝗽𝗲𝗿𝗮çã𝗼 𝗳𝗮𝘀𝗲𝗮𝗱𝗮 𝗱𝗼𝘀 𝟲𝗔, 𝟲𝗠 𝗲 𝟮𝟯𝗗 𝗰𝘂𝗺𝗽𝗿𝗶𝗱𝗼𝘀 𝗻𝗼 ú𝗹𝘁𝗶𝗺𝗼 𝗽𝗲𝗿í𝗼𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗴𝗲𝗹𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀 (por via da progressão na carreira, ou, por opção do docente, para efeitos de cumprimento de tempo para a aposentação), a 𝗲𝗹𝗶𝗺𝗶𝗻𝗮çã𝗼 𝗱𝗲 𝗼𝗯𝘀𝘁á𝗰𝘂𝗹𝗼𝘀 𝗻𝗼 𝗮𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗮𝗼𝘀 𝟱º 𝗲 𝟳º 𝗲𝘀𝗰𝗮𝗹õ𝗲𝘀, e a 𝗲𝗹𝗶𝗺𝗶𝗻𝗮çã𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝘂𝗹𝘁𝗿𝗮𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗴𝗲𝗻𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗿𝗮𝗺 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝗽𝗼𝘀𝗶𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗻𝗮 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮. 𝘌𝘴𝘵𝘢𝘴 𝘮𝘦𝘥𝘪𝘥𝘢𝘴 𝘱𝘦𝘳𝘮𝘪𝘵𝘪𝘳𝘪𝘢𝘮 𝘷𝘢𝘭𝘰𝘳𝘪𝘻𝘢𝘳 𝘢𝘴 𝘤𝘢𝘳𝘳𝘦𝘪𝘳𝘢𝘴 𝘦 𝘰𝘴 𝘷𝘦𝘯𝘤𝘪𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰𝘴, 𝘮𝘦𝘭𝘩𝘰𝘳𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘢𝘴 𝘤𝘰𝘯𝘥𝘪çõ𝘦𝘴 𝘥𝘦 𝘷𝘪𝘥𝘢 𝘥𝘰𝘴 𝘥𝘰𝘤𝘦𝘯𝘵𝘦𝘴 𝘦 𝘵𝘰𝘳𝘯𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘢 𝘱𝘳𝘰𝘧𝘪𝘴𝘴ã𝘰 𝘮𝘢𝘪𝘴 𝘢𝘵𝘳𝘢𝘵𝘪𝘷𝘢 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘰𝘴 𝘫𝘰𝘷𝘦𝘯𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘧𝘢𝘭𝘵𝘢𝘮 𝘯𝘢𝘴 𝘦𝘴𝘤𝘰𝘭𝘢𝘴.

São muitas, antigas e justas as reivindicações. Mesmo com risco elevado de contágio, não virámos as costas aos nossos alunos. 𝗠𝗲𝗿𝗲𝗰𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗼. 𝗘𝘅𝗶𝗴𝗶𝗺𝗼𝘀 𝗮 𝗻𝗲𝗴𝗼𝗰𝗶𝗮çã𝗼.

𝗘𝘀𝘁𝗮 𝗴𝗿𝗲𝘃𝗲 𝘁𝗲𝘃𝗲 𝘂𝗺 𝗽𝗮𝗽𝗲𝗹 𝗳𝘂𝗻𝗱𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹.

Hoje não há quem não percepcione a atitude anti negocial e de embargo à resolução de problemas de Tiago Brandão Rodrigues, o que é inadmissível num Estado de Direito Democrático.

𝗝𝗨𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗦𝗢𝗠𝗢𝗦 𝗠𝗔𝗜𝗦 𝗙𝗢𝗥𝗧𝗘𝗦. 𝗨𝗡𝗜𝗗𝗢𝗦 𝗩𝗔𝗠𝗢𝗦 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗜𝗡𝗨𝗔𝗥!

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