IPCB

Reestruturação do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Um processo que nasce torto

O Conselho Geral do IPCB, no dia dois de dezembro passado,  aprovou a proposta de reestruturação apresentada pela presidência do Instituto Politécnico. Depois de uma  mudança de estatutos do IPCB, segundo as informações apresentados pela presidência, as atuais seis Escolas darão lugar a quatro. 

A decisão leva à descaracterização de quatro das atuais escolas com especial ênfase para a Escola Superior de Educação e para a Escola Superior Agrária de Castelo Branco, escolas fundadoras do IPCB com extraordinária importância na região e no país. Também a ESGIN (Escola Superior de Gestão da Idanha-a-Nova) desaparece, sendo criada uma nova escola que agregará as áreas científicas de Informática e de Gestão, estando previsto que os cursos atualmente a funcionar em Idanha-a-Nova aí permanecerão. 

Ao nível dos espaços físicos foram propostas várias alterações, sem que nenhum dos atuais seis edifícios em atividade deixe de funcionar. Estas alterações irão mobilizar pessoas e bens sem que seja conhecido o custo e os objetivos destas mudanças.

O Sindicato dos Professores da Região Centro em recente reunião com o Presidente do IPCB, Professor António Fernandes, manifestou preocupação pela forma autocrática como esta decisão foi tomada, ou seja, sem um amplo debate pela comunidade académica. Reafirmou a necessidade de se proceder à discussão alargada das implicações da decisão, bem como dos benefícios e prejuízos delas decorrentes. Um processo desta dimensão, pelos efeitos estruturantes e impactos na vida dos professores e funcionários da instituição, tem de ser discutido por todos e aprovados pelos atuais órgãos das Escolas. O envolvimento do corpo docente e em geral da comunidade escolar afigura-se essencial para uma decisão ponderada e participada. Acresce que a proposta foi aprovada sem quaisquer indicadores de custos e benefícios.

Desde logo algumas interrogações são inevitáveis. Os postos de trabalhos são garantidos ou haverá extinção de alguns? Como decorrerá deslocação de docentes, pessoal técnico-administrativo e assistentes operacionais entre as Escolas? 

O SPRC vê com preocupação este processo de reestruturação e a forma como está a ser conduzido. Afirma que o irá acompanhar e que tomará as diligências necessárias para promover o debate e contribuir para uma solução que não coloque em risco a sustentabilidade dos postos de trabalho dos docentes e demais funcionários, bem como do próprio IPCB e das suas Escolas.

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