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O governo publicou o DL 65/2019 (Decreto Lei do Roubo aos Professores II). Mais uma ingerência do FMI. 

PROFESSORES INICIAM “COMÍCIOS DA INDIGNAÇÃO”

O primeiro dia dos Comícios da Indignação coincidiu com a publicação em Diário da República da segunda modalidade de roubo de tempo de serviço aos professores, que consta do Decreto-Lei n.º 65/2019, de 20 de maio. Segundo o diploma, os docentes poderão optar, até 30 de junho, entre esta modalidade de roubo e a prevista no Decreto-Lei n.º 36/2019. Com um ou com o outro o governa rouba 6,5 anos de tempo de serviço.

Integrados na Campanha em defesa da Dignidade Profissional, estão a realizar-se diariamente, até sexta-feira, os “Comícios da Indignação”. O Secretário-Geral da FENPROF estará presente em todos os comícios (Porto, Faro, Lisboa, Évora e Coimbra). Na região centro, será em Coimbra, no dia 24 de maio, a partir das 17h30. ESTAMOS TODOS CONVOCADOS.

O comício do Porto, foi na Praça D. João I. Estes comícios surgem num momento em que governantes, vários políticos do partido do governo  e os habituais comentadores de serviço desferem um fortíssimo ataque aos professores, recorrendo a mentiras com o objetivo de manipular a opinião pública.

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Os professores não esquecerão as ameaças do governo ao longo de mais de ano e meio de  reuniões em que o governo, assumindo uma posição de absoluta intransigência, recusou ter em conta e discutir as propostas apresentadas pelos sindicatos, pois o seu propósito foi, desde o início, apagar, no mínimo, 70% do tempo de serviço cumprido pelos docentes nos 9 anos, 4 meses e 2 ias em que as carreiras estiveram congeladas.

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Foto Henrique Borges - Praça D. João I (Porto) - 20.05.2019

Este primeiro dia dos Comícios da Indignação coincide com a publicação em Diário da República da segunda modalidade de roubo de tempo de serviço aos professores, que consta do Decreto-Lei n.º 65/2019, de 20 de maio, estabelecendo o seu artigo 5.º que os docentes poderão optar, até 30 de junho, entre esta modalidade de roubo e a prevista no Decreto-Lei n.º 36/2019. A opção será manifestada através de requerimento que, no entanto, os professores deverão acompanhar de reclamação para não legitimarem, por aceitação tácita, a perda de mais de 6,5 anos de serviço.

Será, ainda, oportunidade para reagir a mais uma tentativa de ingerência do FMI que pretende a revisão das carreiras dos trabalhadores da Função Pública, desde logo as dos professores. Entende esta organização de agiotagem internacional que roubar mais de 6,5 anos de serviço aos professores é pouco e que, depois de ter provocado um choque de empobrecimento de todos os portugueses, este deverá ser ainda mais profundo em relação aos professores e, de uma forma geral, a todos os que trabalham na Administração Pública.

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Foto Henrique Borges - Praça D. João I (Porto) - 20.05.2019

Por último, com estes comícios, os professores e as suas organizações sindicais pretendem reafirmar que não desistirão de lutar pela devolução do que é seu – o tempo de trabalho –, que se oporão determinadamente a qualquer tentativa de revisão da carreira docente e, em defesa da sua dignidade profissional, denunciar o clima criado por quem, irresponsavelmente, tem lançado sucessivos ataques sobre um grupo profissional que merece e deve ser respeitado.

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