Relativamente aos salários, o próprio FMI reconheceu, a propósito de um estudo sobre a Grécia, que a economia portuguesa é a que tem os custos laborais mais baixos, de entre os países que foram intervencionados pela troika, sendo aquele em que se reduziu de forma mais pronunciada o custo unitário do trabalho, leia-se, o salário de cada trabalhador.

É neste contexto que se desenvolve a luta dos professores e educadores portugueses pela atualização do seu salário e pela recomposição da sua carreira. Relativamente ao primeiro aspeto, os professores juntarão a sua força à dos demais trabalhadores da Administração Pública que, nos últimos 9 anos, não tiveram qualquer atualização salarial; já no que respeita à carreira, os professores não abrirão mão de exigir o que é justo, ou seja a sua recomposição. Esta só ficará devidamente recomposta quando tiverem sido contabilizados os 9 anos, 4 meses e 2 dias que cumpriram durante o período do congelamento. Será esta a posição que, precisamente, dentro de um mês (em 7 de setembro) a FENPROF manterá na reunião negocial para que foi convocada. Os dados agora divulgados pelo governo, bem como pelo FMI, confirmam a justeza desta posição que os professores, com a sua luta, farão vingar.

O Secretariado Nacional

Está em... Home Última Hora Dados do Ministério das Finanças e do FMI dão razão à luta dos professores