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Em grande!… Segundo dia de Greve às avaliações

Os professores e educadores prosseguiram hoje a greve às reuniões de avaliação. Por todo o país e também na região centro voltaram a ser poucas as reuniões realizadas. Às razões que os professores têm acresce a condenação da desonestidade política que tem vindo ao de cima lá pelos lados do governo.

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É oportuno lembrar que o facto de estar a decorrer a luta nesta altura tão difícil do ano lectivo tem um responsável: o governo que ao longo de todo o ano não resolveu nenhum dos grandes problemas que os professores foram colocando insistentemente; acaba, mesmo, o ano assumindo uma posição de intransigência em relação à recuperação do tempo de serviço roubado durante os períodos de “congelamento”, fugindo aos seus compromissos, violando a lei do Orçamento do Estado e desrespeitando a própria Assembleia da República também por não atender à sua Recomendação n.º 1/2018.

É responsabilidade do governo a luta estar a acontecer agora. A alternativa por ele desejada seria os docentes conformarem-se com o apagão do tempo de serviço que prestaram e aceitarem a gritante ausência de respostas aos problemas das sobrecargas, do desgaste e do envelhecimento da profissão, bem como da desvalorização que continua a representar a opção por vastos níveis de precariedade laboral nas nossas escolas.

O momento do ano é muito difícil também para os professores que não podem adiar uma luta que perderia oportunidade. Mas o governo, se o quiser, hoje, amanhã, na próxima semana, pode desbloquear o conflito, apresentando propostas, seguindo o que está em lei e em compromissos que subscreveu com os sindicatos.

O governo precisa, ainda, de outra atitude que não pode ser a do confronto, da chantagem e da mentira, para tentar virar a opinião pública contra os professores. Presenciamos, nos últimos dias, um regresso ao passado, ao tempo em que uma ministra dizia ter perdido os professores mas gabava-se de ter ganho a opinião pública. Não foi, sequer, por muito tempo.

Em vez de apresentar respostas, de assumir a responsabilidade indelegável que tem na resolução do conflito, o governo e o ME parecem apostados em expedientes, como ainda hoje, ao pretender que a greve, a partir do próximo mês, seja acompanhada do estabelecimento de serviços mínimos. É o dito por não dito de uma equipa ministerial que vai perdendo a dignidade política que é obrigatória no exercício de tão altas funções.

Como se percebeu pelas declarações do Secretário de Estado João Costa a uma rádio, a invocação dos serviços mínimos é uma forma de, em vez de responder às justas reivindicações dos docentes, tentar contrariar a luta tal como eles a estão a organizar nas escolas; não é, afinal, um meio para garantir “serviços sociais impreteríveis”.

Perante isto, os professores e educadores prosseguem a greve com grande determinação. Às razões que têm acresce a condenação da desonestidade política que tem vindo ao de cima lá pelos lados do governo.

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