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Hoje, 16 de Março, prossegue a Greve dos Professores e Educadores

Milhares de trabalhadores da Administração Pública vão desfilar em Lisboa

Em causa estão a actualização do salário (que não é feita desde há quase 10 anos, o que corresponde a uma perda acumulada de poder de compra dos trabalhadores do sector acima dos 10%), a precariedade laboral (que, por inexistir qualquer mecanismo de aplicação normativa de processos de vinculação dos trabalhadores, mantém dezenas de milhar, dos vários sectores, com sucessivos contratos a termo, sem que seja, efectivamente reconhecida a sua necessidade permanente) e a garantia de horários de trabalho de 35 horas para todos.

Relativamente a este último aspecto, no caso dos docentes (da educação pré-escolar ao ensino superior), apesar de existir regulamentação específica baseada nas normas que constam nos estatutos de carreira, a lei não é cumprida. A violação das normas por parte do governo, das reitorias das universidades e das direcções dos politécnicos atinge as mais criativas formas de concretização. Um estudo recente, realizado pela FENPROF, que tomou uma amostra de mais de 5000 docentes dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, confirmava que o horário real de trabalho ultrapassava as 42 horas semanais, situação insustentável e uma das principais causas do desgaste na profissão.

Este protesto da Administração Pública, num período muito conturbado de enorme conflito laboral, que soma à greve dos docentes esta semana, de 13 a 16 de Março, é, pois, justificado e explicado pela diferença entre as promessas que o governo não se cansa de fazer, procurando adormecer os diversos sectores do trabalho, e a sua não concretização, "furando", mesmo, compromissos assinados por responsáveis políticos do governo.

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