Teatro da Rainha

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TeatroRainha O filhoO FILHO, de Jon Fosse
4 e 5 de Janeiro | 21h00 | Teatro da Politécnica, Artistas Unidos

Peça sobre o extremo isolamento, é-o de duas formas, pela distância territorial — a estória acontece nos confins de um fiorde, no interior norueguês em pleno inverno — e pelo isolamento que a idade traz. O que surpreende nesta peça de Fosse é, no entanto, uma mistura de clima psicológico vivida entre a ansiedade que o casal de pais, já de uma certa idade, vai mostrando que tem em relação ao filho ausente — único — a extrema solidão em que vivem, a quase nenhuma vizinhança em torno da casa — a aldeia de que se fala são casas vazias, como o nosso interior mais interior — e um tempo a gerir que, no fundo, não é mais que o próprio tempo a passar e uma hipotética visita do filho.

Mas o drama acontece, o filho regressa, o vizinho do lado fala da prisão que supostamente lhe aconteceu e, inesperadamente, o filho reage com violência e acontece uma morte: a do vizinho do lado. Entretanto nada parece passar-se com este regresso, a dificuldade de falar, a incomunicabilidade entre filho e pais, é radical. São seres estranhos um aos outros.

E o fim, com o filho partido de novo não se sabe para onde — fala-se de uma banda musical, o jovem tem 25 anos — e morto o vizinho do lado, o plano de uma solidão acrescentada é absoluto. E isto no país mais rico do mundo, com o maior rendimento per capita, como dizem as estatísticas.

Ficha Artística
TEXTO Jon Fosse
TRADUÇÃO Isabel Lopes e Fernando Mora Ramos
ENCENAÇÃO Fernando Mora Ramos
CENOGRAFIA José Carlos Faria
SONOPLASTIA Francisco Leal
DESENHO DE LUZ António Anunciação e Filipe Lopes
INTERPRETAÇÃO Isabel Lopes, António Parra, Carlos Borges e Fernando Mora Ramos

DATA
4 e 5 de Janeiro de 2019
HORÁRIO
21:00
RESERVAS
961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)
MORADA
Lisboa, Teatro da Politécnica | Artistas Unidos 


TeatroRainha 2narizesDois Narizes num Mar de Plástico
12 Janeiro, 2019

Clown metafísico é como Brecht, um escritor de peças de teatro, chamava karl Valentin, um palhaço alemão dos anos 20 do século passado. Ele chamava-lhe assim porque este palhaço fazia coisas disparatadas, imprevistas e muito mentais, sem sentido. Era capaz de pregar um prego numa parede imaginária ou vestir uma casaca pelos pés de maneira a não ser capaz de andar ou outras coisas que dão vontade de rir mas que normalmente não se fazem. Mas se dão vontade de rir e rir é bom porque é que não se fazem?

A ideia nesta criação é de construir uma história com gestos, clownesca, quer dizer em linguagem de palhaços, feita com os gestos e os movimentos que são o vocabulário dos palhaços, dos clowns — cada grupo tem uma maneira de comunicar própria, uma língua, um vocabulário, os bichos também, o papagaio, ou o cão, os golfinhos ou as baleias, todos comunicam, têm vocabulários, os seus alfabetos — quando um cão dá à cauda de uma determinada maneira está contente.

Este trabalho parte de improvisações com um guião que se foi transformando porque num trabalho de grupo, colectivo, é assim, cada um traz a sua ideia e vamos decidindo o que nos parece mais belo e adequado. Trata-se de um trabalho conjunto de escolher o que nos parece melhor. E o que será o melhor? O que seja bonito e adequado, como por exemplo fazer um sol de cartão que brilhe tanto como um sol porque muito bem desenhado e que ao mesmo tempo cumpra o seu papel numa caixa grande como é uma sala de teatro. Uma sala é uma caixa, um teatro é um paralelepípedo deitado, uma caixa de sapatos grande. Será assim? Onde se põe o sol? É como nos desenhos. uns põem mais no canto, outros mais ao meio. Pois, o sol parece que se mexe. Mas sabemos que é a terra que se mexe, não pára quieta. Onde pôr o sol?

Ficha Artística
DIRECÇÃO E GUIÃO ORIGINAL Fernando Mora Ramos
CRIAÇÃO CONJUNTA Nuno Machado, José Carlos Faria e Fernando Mora Ramos
INTERPRETAÇÃO José Carlos Faria e Nuno Machado
FIGURINOS José Carlos Faria
TRATAMENTO PLÁSTICO E ADEREÇOS Margarida Dias Coelho | Mariana Sampaio
CONSULTOR DE MOVIMENTO Carlos Borges

DATA
12 de Janeiro - O´Culto da Ajuda
HORÁRIO
11h30


Sala Estúdio do Teatro da Rainha
Rua Vitorino Fróis - junto à Biblioteca Municipal
Praça da Universidade | Edifício 2
2500-208 Caldas da Rainha

INFORMAÇÕES E RESERVAS
262 823 302  |  966 186 871
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Visite o novo site do Teatro da Rainha em https://teatro-da-rainha.com

 

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