José Neves, professor titular na E B 2 e 3 da Mealhada, dirigente do S.P.R.C.

É necessário lutar e vale a pena. Não é demais lembrar que, pela primeira vez, um decreto-lei foi publicado há mais de um ano, no Diário da República, pois então, e não foi aplicado até agora graças à luta em grande união dos professores.

Não é agora que vamos deixar escapar entre os dedos ou pela peneira da falta de solidariedade o que temos demonstrado até hoje: TEMOS RAZÃO!

O trabalho cooperativo nas escolas era uma bandeira tudo o que se produzia ia para o dossiê de grupo a quem toda a gente tinha acesso. Hoje vai para o individual, o mais escondido possível, para que não haja ultrapassagens.

O tempo é de luta e colectiva para deitar abaixo um estatuto absolutamente humilhante que nos foi imposto por esta maioria supostamente democrática que mais não faz do que destruir a escola pública para a entregar aos grandes grupos privados em nome da livre escolha, como se esta fosse possível.

A questão fundamental é a do E.C.D. e a divisão artificial na carreira que provoca, e esta não se pode perder de vista. Já lá vão dois anos e muitos pensaram que os sindicalistas, os colegas que iam alertando e lutando eram os “arautos da desgraça”;aí está na sua plenitude. Esta avaliação chamada de desempenho docente só serve para justificar a fractura na carreira, por motivos meramente economicistas, dando conteúdo funcional diferente (um bocadinho) aos professores titulares validando-os, isto é, validando a categoria.

As maltas mais novas que se cuidem porque não vão passar o Cabo da Boa Esperança, é mesmo o das Tormentas.

Quais objectivos individuais?...São colectivos:

- defesa da dignidade docente;
- defesa da escola pública.

Para terminar só um reparo às indecorosas chantagens de “uma espécie de secretário de estado” que tem o nome com ele, Pedreira; num país a sério ou se demitia ou era demitido, outros já o foram por menos. Parece um puto birrento.

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