A propósito de uma notícia passada na RTP que deu como apreendida uma carga de vestuário e calçado contrafeita, atrevi-me a reflectir seriamente sobre a necessidade, o dever e até a obrigação da intervenção das autoridades do país nestas situações, em nome da autenticidade do que se vende, compra, enfim… se consome.

Acho que sim, mas então apreenda-se tudo, começando pelo M.E. em que, desde a Ministra, Secretários de Estado até às leis, decretos, despachos e circulares, é tudo contrafeito e de má qualidade; senão vejamos: atiram-nos para cima com as variadas marcas, fundamentalmente a da Finlândia… não chega a ser imitação, nem na feira da Moita passava por produto genuíno; um E.C.D. vergonhoso com a divisão, em nome do mérito, em duas carreiras, que só premeia a bolsa do Estado e amesquinha muitos que tanto deram durante muitos e muitos anos; um novo modelo de gestão marca “Europa”, como dizem, com director e tudo. Nem com três risquinhas da “Adidas”!

O que dizer desta treta de avaliação que já foi, já foi mais ou menos, assim-assim, deixou de ser… para agora dizerem que tudo corre com normalidade. Isto é contrafacção e vai originar um grave conflito diplomático com o Chile, ai vai…vai. Nem o Bobi Pedreira nem o Tareco Lemos, contrafacções reles dos do Jorge Nuno se livrarão desta… nem na feira de Santa Luzia.

E o que dizer deste contrafeito “Pai Albino”. Ou tem filhos que nunca mais acabam ou é Encarregado de Educação dos netos ou associativo profissional em nome do “P.S.”. Isto é contrafacção que nem na feira de Espinho passa.

Não os prendam, apreendam-nos.

Zé Neves 10/04/09.

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