12.º Congresso Nacional dos Professores, Porto, 29 e 30 de Abril · Com os docentes do ensino superior e com os investigadores!

É a reunião magna da FENPROF! Simultaneamente, é o maior encontro de docentes em Portugal, dos diferentes sectores e níveis de ensino, envolvendo também investigadores, todos representados pela Federação e pelos sindicatos que a compõem.

Serão eleitos os órgãos que irão dirigir a actividade no próximo mandato, partindo dos conteúdos das discussões e das decisões tomadas no Congresso. Mas os sindicatos e a Federação, espaço de convergência e de coordenação de atividade, são muito mais do que os seus órgãos diretivos: são o conjunto dos trabalhadores que representam. Ganham força para a concretização de objetivos reivindicativos e para a afirmação de posições com a sindicalização e com a disponibilidade para intervir e lutar que cada docente ou investigador pode acrescentar à defesa colectiva dos legítimos interesses e expectativas que têm.

Esta força e as dinâmicas necessárias para a concretizar assentam, desde logo, nos locais de trabalho, na capacidade que os trabalhadores representados revelem para dar corpo e organizarem a sua acção conjunta, em torno dos seus sindicatos. Assim é, também, com os docentes e os investigadores, uma realidade que assume especial evidência perante os grandes problemas que afectam o ensino superior e o sistema científico e as implicações na vida das instituições onde aqueles exercem funções.

A matriz sindical da FENPROF e dos seus sindicatos é conhecida e reconhecida. Radica num sindicalismo de massas, combativo, que dá o melhor da sua atenção a todos os problemas que se cruzam com o desempenho e a condição profissional dos professores e investigadores. E é um sindicalismo que entende a sua intervenção – insubstituível dimensão da democracia – na perspectiva da construção de uma sociedade mais justa e de um país desenvolvido, para a qual as missões dos sistemas educativo e científico têm e terão um papel fundamental.

Quanto maiores forem a ligação e a participação dos docentes – também do ensino superior! – e dos investigadores, quanto maior for a sua disponibilidade para ajudar a construir e a concretizar acções e momentos de luta, mais certos poderemos estar de ver as suas posições consideradas e os seus problemas resolvidos. As condições políticas actuais poderão conferir uma nova eficácia à acção sindical. Mas, como é reconhecido na proposta de Programa de Acção levada pelo Secretariado Nacional da FENPROF ao Congresso (ver este e outros documentos em http://www.fenprof.pt/12CONGRESSO/), não basta, de forma alguma, um quadro político diferente: decisiva vai ser, na realidade, a forma como docentes e investigadores se vão movimentar neste novo quadro!

O Congresso reunirá cerca de seiscentos delegados e dezenas de convidados, incluindo de muitas organizações de outros países (da América Latina ao Japão, passando por muitos europeus e dos PALOP) que mostraram grande interesse em acompanhar este momento-chave da vida da FENPROF. Entre os delegados, marcam presença insubstituível os que integrarão na discussão os temas do ensino superior e da ciência. Os do SPRC foram eleitos em reuniões realizadas na região, refletindo o peso dos associados de cada sector. O Congresso, no entanto, deve ser muito mais e muito mais importante do que dois dias de discussão e de decisões, neste final do mês. E assim será se, desde já, for seguido com o cuidado que merece pela generalidade dos docentes do ensino superior e dos investigadores da região centro!

“Valorizar a Profissão, Reafirmar a Escola Pública”: o 12.º Congresso Nacional dos Professores será um momento que se quer potenciador da intervenção e da luta dos docentes e investigadores; intervir e lutar são responsabilidades colectivas que começam na disponibilidade e na determinação de cada um/a de nós. 

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