CNOD2015

A Escola também deve ser inclusiva para os seus Professores

Ser escola inclusiva passa por também dar condições para o exercício da profissão aos professores com deficiência. Esta é uma das principais exigências do Encontro realizado em Lisboa, este sábado, no qual os participantes se propunham a debater a deficiência no exercício da profissão e as dificuldades e potencialidades que de uma e outra decorrem.

Picture Imagens da iniciativa

Video Intervenção de Mário Nogueira, Secretário Geral da FENPROF

Sessão de abertura (videos)

 

 

1.ª Sessão (manhã) (videos)

 

 

Para as investigadoras Paula Campos Pinto e Patrícia Neca, "os professores com deficiência fazem bem às escolas e à sociedade", numa clara referência à percepção que estes trazem para o interior da escola e da sociedade, sobre os problemas, as dificuldades, mas também as soluções e objectivos que apoiem a sua transformação para que sejam efetivamente inclusivas.

Também o especialista em ciências da comunicação Deodato Guerreiro deixou claro que é uma evidência que “as pessoas com deficiência não devem desistir”, “devendo ser capazes de demonstrar as suas capacidades com determinação, (...) com coragem e naturalidade”.

FENPROF e CNOD estabeleceram como meta para este encontro falar-se do problema. Não o esconder. Afirmar que a sua existência não deve envergonhar, mas sim ser factor de valorização de um caminho que é necessário ainda fazer em todo o Mundo (não se conhece muita literatura ou estudos sobre os problema do exercício da profissão docente por pessoas com deficiência), particularmente em Portugal, onde os muitos problemas que os professores, de um modo geral, encontram para o seu exercício profissional são ainda mais agravados para um professor cego, surdo ou com problemas de mobilidade/motricidade.

É pois neste contexto difícil que FENPROF e CNOD se propõem continuar esta parceria que vai já no terceiro encontro anual, com o apoio do Instituto Nacional para a Reabilitação.

Uma Escola para Todos

Na sessão de encerramento, em jeito de conclusões, o secretário geral da FENPROF, Mário Nogueira, exigiu o cumprimento das leis, recordando que, no caso das escolas, compete às direções garanti-lo.

Lembrando o Congresso da FENPROF, que se realizará nos dias 29 e 30 de Abril, Mário Nogueira vincou que "há ainda passos a dar na construção da escola inclusiva" e que esta Federação não deixará de integrar nas suas resoluções "as propostas que existem a esse nível", para o que o encontro de 21 de Novembro contribuiu de uma forma determinante. Falando dos desafios de Uma Escola para Todos, "incluindo os seus professores", garantiu que a FENPROF continuará firme nas suas reivindicações, renovando a capacidade de esperança e de luta.

E deixou um apelo: "Temos que confiar em nós mesmos. Seja o que vier, nada nos vai cair do céu", concluiu. 

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